DICAS
DA AVALIAÇÃO DE ESTUDOS LINGUÍSTICOS
I
BIMESTRE – 6.º ANO
01. Linguagem
verbal e Linguagem não verbal – A quem se destina o texto.
02. Idem
– Analisar as imagens de legenda do mapa.
03. Classe
gramatical e classificação
Super-Homem e Batman
Dois dos maiores mitos do
mundo contemporâneo, Super-Homem e Batman serviram de modelo para vários outros
super-heróis. Criados no final da década de 1930, são até hoje objetos de
estudos, críticas e pesquisas,
além de inspirar séries de televisão e filmes. [...]
Dossiê – Quadrinhos. Revista CULT.
São Paulo: Bregantini, março de 2007, p. 61.
04. Idem
Contente,
alegre, ufano [orgulhoso,
vaidoso] Passarinho,
Que
enchendo o bosque todo de harmonia,
Me
está dizendo a tua melodia,
Que
é maior tua voz, que o teu biquinho.
Como
da pequenez desse corpinho
Sai
tamanho tropel [grande
volume] de
vozeria [relativo à voz]?
Gregório de Matos. Poemas escolhidos. São Paulo: Cultrix, p.
318.
05. Idem
Velha história
Era uma vez um homem que
estava pescando, Maria. Até que apanhou um peixinho! Mas o peixinho era tão
pequenininho e inocente, e tinha um azulado tão indescritível nas escamas, que
o homem ficou com pena. E retirou cuidadosamente o anzol e pincelou com
iodo a garganta do coitadinho. Depois, guardou-o no bolso traseiro das calças,
para que o animalzinho sarasse no quente. E desde então ficaram inseparáveis.
[...]
Mário
Quintana. Poesia completa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 2006, p. 176.
06. Uso
da linguagem
1-
Primeiro, leia o trecho retirado do conto “O caso do espelho”, uma versão de Ricardo
Azevedo.
“A mãe da moça morava perto,
escutou a gritaria e
veio ver o que estava acontecendo. Encontrou a filha chorando feito criança que
se perdeu e não consegue mais voltar para casa.
- Que é isso, menina?
- Aquele cafajeste arranjou outra!
- Ela ficou maluca - berrou o homem, de cara
amarrada.
- Ontem eu vi ele escondendo um pacote na
gaveta lá do quarto, mãe! Hoje, depois que ele saiu, fui ver o que era. Tá lá!
É o retrato de outra mulher!”
2-
Leia agora o mesmo
fragmento, reescrito com algumas alterações na linguagem.
A mãe da moça morava perto,
escutou a gritaria e veio ver o que estava acontecendo. Encontrou a filha chorando desesperadamente.
- Que é isso, menina?
- Aquele mau-caráter arranjou outra mulher!
- Ela ficou descontrolada - falou o homem em altos
brados, muito bravo.
- Ontem, eu o vi escondendo um pacote na
gaveta do quarto, mãe! Hoje, depois que ele saiu, fui ver o que era. Está lá! É
o retrato de outra mulher!
07. Língua padrão x Língua não padrão
Cuitelinho
[termo utilizado em
algumas
regiões para designar o beija-flor]
Cheguei na beira do porto
Onde as onda se espaia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai ai ai.
Onde as onda se espaia
As garça dá meia volta
E senta na beira da praia
E o cuitelinho não gosta
Que o botão de rosa caia, ai ai ai.
Quando
eu vim de minha terra
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai ai ai
Despedi da parentaia
Eu entrei no Mato Grosso
Dei em terras paraguaia
Lá tinha revolução
Enfrentei fortes bataia, ai ai ai
A tua
saudade corta
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
E os oio se enche d´água
Que até a vista se atrapaia, ai ai ai
Como aço de navaia
O coração fica aflito
Bate uma, a outra faia
E os oio se enche d´água
Que até a vista se atrapaia, ai ai ai
Pedra
(Arthur
Nestrovski, em 2003)
A pedra está sempre ali,
no meio do caminho.
Nem ela sabe se estava lá e fizeram o caminho ao redor,
ou se fizeram o caminho e ela apareceu depois.
Não tem a menor importância,
porque o negócio da pedra é ficar.
Pedra não reclama de nada.
Pedra não faz mal a ninguém.
É diferente quando alguém joga uma pedra, mas a pedra não tem
culpa.
As pedras se entendem muito bem.
Toda pedra vem de outra pedra maior,
que vem de outra maior ainda.
Quer dizer: toda pedra é um pedaço de pedra.
Isso tem a maior importância para a república das pedras.
Declaração Universal dos Direitos da Pedra:
Um pedaço de pedra é uma pedra.
TEXTO
No meio do caminho (Carlos Drummond de Andrade, em 1930)
| No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra no meio do caminho tinha uma pedra. Nunca me esquecerei desse acontecimento na vida de minhas retinas tão fatigadas. Nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho no meio do caminho tinha uma pedra |
09. Comparação
dos textos
1-
É do conhecimento de todos que as
poucas leis brasileiras sobre crimes ambientais não funcionam.
2-
É do conhecimento de todos que poucas
leis brasileiras sobre crimes ambientais não funcionam.



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